
05 setembro 2009
20 novembro 2008
Site cultural gratuito é lançado hoje
Respeitável público, o tempo é curto, por isso vou apenas reproduzir a reportagem do BBC news:
Europa lança site cultural gratuito com 2 milhões de itens
{atualizado: o site só volta a funcionar em dezembro!}
Site oferece desde a Mona Lisa a manuscritos de Beethoven
A União Européia está lançando nesta quinta-feira um arquivo digital na internet com mais de dois milhões de itens da cultura européia que estão expostos em mais de mil museus, bibliotecas, galerias de arte e arquivos do continente.
O site Europeana - no endereço dev.europeana.eu - inclui filmes, fotos, pinturas, mapas, arquivos sonoros e textos, todos disponíveis gratuitamente. [Na verdade, o endereço que eu consegui acessar foi http://www.europeana.eu/ e ele está temporariamente fora do ar devido ao grande número de acessos]. Até 2010, quando o projeto estiver totalmente concluído, os organizadores do site prometem oferecer mais de 10 milhões de obras.
De Gutenberg à Mona Lisa
Os internautas podem navegar pelo site em mais de 20 línguas – entre elas, o português.
O arquivo já conta com itens tão diversos como receitas da culinária francesa, textos de Homero ou imagens digitalizadas de manuscritos de Beethoven.
Segundo a comissária da União Européia para Informação e Mídia, Viviane Reding, o site permite que internautas vejam a Bíblia de Gutenberg ou a Mona Lisa sem precisar ir ao British Museum, em Londres, ou ao Museu do Louvre, em Paris.
"O Europeana dá acesso digital à história da Europa, seja a que está nas bibliotecas, nos arquivos ou nos museus, tanto de imagens, sons como filmes", disse o diretor de coleções européias e americanas do British Museum, Stephen Bury.
Centenas de instituições contribuíram para o site. O Instituto Nacional de Audiovisual da França contribuiu com mais de 80 mil gravações de áudio e vídeo do século 20, inclusive de imagens das primeiras batalhas da Primeira Guerra Mundial, em 1914.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/11/081120_europeana_dg.shtml
18 novembro 2008
Cildo Meireles na Tate Modern
O artista carioca Cildo Meireles ganhou uma retrospectiva na Tate Modern (Londres). Considerado um artista conceitual multimídia, suas obras costumam apresentar um viés político que se mantém atual mesmo depois de décadas. Estão expostas 80 dessas obras (8 instalações) na exposição que fica até janeiro do ano que vem.Antes dele, o único artista brasileiro a expor na Tate foi Hélio Oiticica, no ano passado, 17 anos após sua morte.
Desvio para o Vermelho (1967-1984)

Inserções em Circuitos Ideológicos - 2. Projeto Coca-Cola, 1971

Volátil (1980-94)
Cildo Meireles. Tate Modern (Bankside, SE1 9TG, Londres, Inglaterra, tel. 00++/44/20/7887-8888). Até 11/1/2009. De 2ª a 5ª, das 10h às 18h; 6ª e sáb., das 10h às 22h; dom., das 10h às 18h. Grátis.
Fontes:
Matéria de Fernanda Lopes para Revista Bravo! Novembro/2008
Imagens: website Tate Modern: http://www.tate.org.uk/modern/exhibitions/cildomeireles/about.shtm
13 novembro 2008
Et in arcadia ego.

Asssim como no quadro de Poussin, et in arcadia ego --
atribuo uma fala ao defunto : também estive na Arcádia.
Essa foto é de um cemitério chamado "monumental" na Itália
num país onde há tamanha riqueza em obras de arte,
a morte persevera presente e inegável,
transformando indivíduos em lembranças
tornando clara a possibilidadde de ausência e presença num mesmo momento
a simultaneidade com que alguém pode estar presente e não estar.
07 novembro 2008
"mais um passo"
Povo de arte, estamos muito felizes! O Passo do Elefantinho foi prorrogado por mais uma semana! vai até o dia 13 (apenas dias úteis), das 10h às 20h. As mesas acabaram, mas vocês ainda podem conferir os trabalhos da cena artística universitária da uerj.
Participe!
03 novembro 2008
eu vou!
Teremos também um conjunto de 4 mesas pelos 2 dias, ao qual demos o nome de A Múltipla Arte, em que profissionais de peso no meio artístico estarão abordando questões do universo da arte a partir de suas produções.
Mesa 1 - (05/11/2008 – quarta-feira – 10:00 as 12:00)
Anna Bella Geiger (Área de atuação: artes visuais)
Cristina Ribas (Área de atuação: artes visuais)
Mesa 2 - (05/11/2008 – quarta-feira – 18:00 as 20:00)
Ilva Niño (Área de atuação: artes cênicas)
Nanci de Freitas (Área de atuação: artes cênicas)
Mesa 3 - (06/11/2008 - quinta-feira - 10:00 as 12:00)
Mariana Manhães (Área de atuação: Artes visuais)
Antonio Bokel (Área de atuação: Artes visuais)
Mesa 4 - (06/11/2008 - quinta-feira - 18:00 as 20:00)
Christian Caselli (Área de atuação: Cinema)
Eloisa brantes (Área de atuação: Artes cênicas, performance e dança)
O evento ocorrerá no Centro Cultural da UERJ. A exposição será no salão em frente à Galeria Gustavo Schnoor e as mesas no auditório do ateliê do Instituto de Artes (UERJ/campus Maracanã - Rua São Francisco Xavier, 524).
Abraços
Comissão Organizadora do O PASSO DO ELEFANTINHO
Coordenação Geral : Fabricio GabrielCoordenação de Curadoria: Catiane Soares e Natalia Candido Coordenação de Divulgação: Arthur Batista Cordeiro e Marta Egrejas Coordenação Técnica: Hélvia Cruz de Oliveira e Vanessa JansenCoordenação de Certificação: Bianca Silva e Pedro Luis C. de Souza
28 outubro 2008
25 outubro 2008
reavivando...

10 de outubro a 08 de novembro, galeria Aquarium, Londres
na exposição Splatter , o artista plástico britânico James Cauty torna realidade algumas das cenas que povoaram a imaginação de muitos.... 'e se o coiote pegasse o papaléguas?!'
"É incrivelmente sanguinário. As conseqüências reais da violência nos desenhos animados são reveladas. Eles massacram uns aos outros", disse o artista plástico britânico James Cauty.
O artista diz que a idéia para a mostra partiu de seu filho, Harry, de 15 anos de idade.

fonte das imagens e citações: BBCBrasil
28 maio 2008
O passo do elefantinho
Bom, quem frequenta o IARTE já conhece, mas este é o elefantinho branco. Um projeto muito bacana que tem sido levado pelo nosso amigo Fabrício e que objetiva levantar o povo do instituto pra fazer arte e mostrar que ela existe na Uerj, mesmo que pelos seus becos, cantinhos de corredores e submundos. Acho ótimo, e tenho muita fé que vamos conseguir dar maior visibilidade para o nosso curso, seja ganhando mais espaço, seja carregando o público para os nossos pequenos espaços. O importante é a nossa atitute, como faremos pra aproveitar muito bem o que temos, e lutar por mais.então, copiando/colando o recado da próxima reunião:
Pessoal, Na última reunião foi cobrado um pouco mais de firmeza no andar do elefantinho. Para isso é preciso a formação de um grupo sólido que encabece esse movimento. Sei que é difícil para muitos comparecer as reuniões, mas a próxima definirá os integrantes do primeiro momento, o de elaboração do projeto. Por isso peço para que venham participar da próxima reunião no dia 30 de maio de 2008 (sexta-feira) as 14:00 no ateliê do Instituto. Vontade e disponibilidade são as palavras-chave deste encontro. Os que não puderem se comprometer minimamente que contribuam como colaboradores, mas saibam que o elefantinho precisa de gente presente para caminhar. Às pessoas que forem, peço que retornem por e-mail oelefantinhodearte@gmail.com
confirmando a presença e eu enviarei alguns materiais interessantes para a próxima reunião. Abraços.
Conto com vocês,
Elefantinho.
17 maio 2008
Marta Egrejas

Dizem que tenho muitas linhas. E que elas seguem diversas direções, muitas vezes contraditórias. Confusa? Não acho. Apenas agitada e com, talvez, uma exagerada vontade de viver tudo.
Dizem que por isso não sei o que quero. Não acho. Sei muito bem o que quero e o que não quero. E que eu não foco, que sou distraída, que me perco. Pergunto: isso é necessariamente ruim? Respondo: não.
Também dizem que não me entendem. Que eu falo uma coisa e meu corpo diz outra. Pode ser. São meus problemas de expressão. Necessito apenas de uma sintonia fina.
Não é preciso me entender.
Uma dica? É só me ver.
08 maio 2008
Atendendo a pedidos...
06 maio 2008
United.

Na minha abordagem, falo sobre a minha própria essência e da essência da fotografia/ imagem, transformando fotos de amigos em linhas de cores aglomeradas.
Trata-se de uma reflexão sobre as relações humanas, sobre tudo as que são feitas por escolhas livres, que proporcionam prazer e bem estar.
Na execução de United, utilizei 17 fotos de amigos queridos, achatando-as com a ajuda do Adobe Photoshop, tornando-as linhas, imagens então não reconhecíveis. Intermediei com cores secindárias e usei o preto como contraponto, como tensão entre as cores mais claras. O motivo para o uso de cores secundárias foi justamente por serem cores provenientes de misturas das cores primárias, assim como as amizades se fundamentam no envolvimento entre duas ou mais pessoas.
04 maio 2008
O corte
A obra que vos apresento eu mesmo – seu autor – lhe dei o título de “O corte”. Cabe a mim, que concebi a obra, explicar o que ela mostra em si, ou seja, num campo real e não semântico ou, para os que gostam de Heidegger, na terra e não no mundo. Ela consiste numa performance que culmina num vídeo que não é registro, mas também debate essa questão. O vídeo tem no máximo 50 segundos. A performance consistiu em andar por todo o lugar aonde ia durante uma semana com um curativo na face, na minha bochecha direita, molhado em iodato – o que dava a entender que havia me ferido profundamente – se me perguntassem o que havia ocorrido a resposta era simples: Um corte. Se insistissem a resposta era a mais irônica, ou sarcástica –como quiserem -possível: Feri-me num safári pela África quando 32 ninjas poloneses, clandestinamente, surgiram para caçar um dos leões.
Enfim, essa foi a performance. O vídeo consistia em um título no seu início (“O corte”) em letras brancas e um fundo preto, e uma pessoa com uma faca –eu com um cutelo- apontada e pressionada contra o rosto (é extremamente necessário que fique claro aqui que em momento nenhum eu me feri), não havendo música ou som algum durante o plano seqüência, apenas o artificial silêncio, durante todo o vídeo. No momento em que se espera que finalmente aconteça o corte em minha face acontece um corte para um tela preta e em seguida aparecem os créditos.
Pois bem, esta é a obra. A sua concepção partiu do pedido de um professor para que criássemos uma obra prima. É eu sei: uma obra prima? O que é uma obra prima foi o meu primeiro questionamento, em seguida foi o que é uma obra, depois o que é uma obra de arte, enfim o que é arte. Como percebem, e eu também percebi, é meio difícil se responder a essa(s) questão(o que eu deveria por aqui para que vocês percebam que pode ser “questão” ou “questões”?), logo, decidi por fazer uma obra e dá-la todo o meu empenho - pelo menos o mental, que para mim é o que mais vale, mesmo sabendo que não vale por ela toda – e começar a trabalhar. Toda obra de arte – disso eu já sabia quando pensava a obra – como pude perceber durante os meus estudos na faculdade parte de um princípio básico: um problema. Para que a obra tenha potência, ou seja, o poder de ser compreendida por qualquer um, o seu problema deve ser referir a algo de um cônscio geral. Qual problema? Depende do artista e de sua época. Pode ser a representação do espaço (a perspectiva no renascimento); a representação de idéias e não de meras mimeses (no tempo em que os gregos filosofavam com o Sr. Platão); a luz na pintura (os impressionistas, vide o Sr. Manet); ou a voz da arte de uma nação (a semana de arte moderna de 22); enfim, não importa a época nem se é escultura, pintura ou desenho o que importa é a potência do problema que a obra irá ferir.
Qual foi o meu problema? Amigos, foram vários. Tirando os monetários, o meu problema era o que víamos quando não víamos. Será que era preciso ver para entender ou sentir? É óbvio que não. Além desse, também decidi incluir na obra um questionamento que vem me aborrecendo durante um tempo. O problema era o corte cinematográfico. Ismail Xavier, Jean-Claude Carrière, e Bernadet – sem desmerecer ninguém, esses foram os que lembrei- entendem que a linguagem cinematográfica se diferencia, primordialmente, da teatral no que confere o nascimento do corte. Assim sendo ironizei o meu corte, o que é sugerido com a faca, com o corte cinematográfico.
Já a performance surge a partir do vídeo. Para que eu pudesse ganhar a tensão (não confundam com atenção, não foi um erro de digitação eu realmente quis dizer “tensão”) dos espectadores do meu vídeo era preciso que meu corpo correspondesse ao vídeo, as marcas que ele deixou (deixaria) em mim. Por isso, uma semana antes da apresentação do trabalho (e eu nem o tinha feito ainda) eu comecei a andar com o curativo. É claro que isso também dava um teor de credibilidade ao meu “filme” já que funcionou como uma maneira publicitária. Mas quem disse que a arte não pode ser encontrada também na publicidade?
Lembro-me agora do filme BORAT. Um filme que gerou repercussão mundial, tanto pelo teor dele quanto pela sua maneira de chamar o público. A ação publicitária consistiu no ator do filme durante um tempo viver exatamente como a personagem que interpretara, assim, muitos entenderam que o filme na verdade não era ficção e sim real. Ou seja, o ator fez uma performance.
Longe aqui de passar delongas linhas discutindo esse tema (publicidade e performance) que acho tão mais incrível que o trabalho que discuto – o meu – vou pará-lo por aqui.
Retomando:
Enfim apresentei o vídeo, muitos (a maioria) se sentiram enganados e até ofendidos, alguns ameaçaram não acreditar mais em mim, outros entenderam tudo como uma grande piada. Mas afinal de contas –pergunto eu- quem quer mentira maior que a arte? Quem de nós, que já parou para pensar um pouco sobre arte, mercado artístico ou a profissão de artista não se sentiu enganado e até ofendido, ameaçamos não acreditar mais nela ou até a entendemos como um grande piada? Não me elevo nesse discurso a um artista, e também não rebaixo a arte a minha obra, apenas abro a discussão – é o que vale mesmo, não? - .
Claro, a inúmeras falhas em minha obra e eu mesmo posso apontá-las ao espectador menos atento: Para os que não viram a minha performance a obra perde potência; ela só fala em um contexto de sala de aula e não consigo a ver falando mais que isso (a não ser pela questão do corte cinematográfico). Num todo foi um bom trabalho, e não vejo nada além disso. Obra prima? Acho que sim: enganei a todos no final das contas.
Quem quiser comentar suas impressões da obra ou o que achou do texto, fique a vontade!
