21 julho 2008
04 julho 2008
Famoso quadro atribuído a Goya não é dele, dizem especialistas

Restauradores do Museu do Prado, em Madri, afirmaram nesta quinta-feira que o famoso quadro O Colosso, que era atribuído ao artista espanhol Francisco Goya, não é dele.
Em uma entrevista coletiva em Madri, os chefes de conservação do Museu confirmaram o engano com relação à autoria da obra.
Segundo eles, a identidade do pintor do quadro ainda é desconhecida, mas provavelmente seria do espanhol Asensio Juliá, único discípulo do mestre barroco.
"Em minha opinião é um quadro assinado e feito por um artista diferente de Goya. Notamos que há outra mão ali e é distinta", afirmou a Diretora de Conservação de Pintura do século XVIII do Museu do Prado e especialista em Goya, Manuela Mena.
Durante quase 80 anos, o quadro esteve exposto em lugar de destaque no museu e era considerado uma das jóias da arte espanhola.
O Colosso representa um gigante enfurecido que ameaça uma cidade e foi considerado uma das obras mais representativas da produção de Goya sobre a guerra da independência de Madri de 1808, quando a cidade se rebelou contra a invasão napoleônica.
A celebração do bicentenário desta independência acabou levando às suspeitas sobre a autoria do quadro.
Um evento no Museu do Prado, em janeiro, que reuniu vários especialistas e restauradores para analisar a obra de Goya, levantou dúvidas sobre a autoria de O Colosso.
Os especialistas, que realizaram um inventário e uma mesa de debate, antecedendo a exposição Goya em tempos de guerra, inaugurada em abril e que permanece aberta ao público, concluíram que o quadro apresenta traços estilísticos e inscrições pouco comuns às obras do pintor - que deixou vários quadros sem assinatura.
A diretora de conservação Manuela Mena, comentou que "as dúvidas eram históricas e o mais prudente seria eliminar o quadro da mostra sobre a guerra e investigar a autoria".
O Chefe de Conservação do museu, José Luis Díez, disse que a principal pista de que O Colosso não seria de Goya foi um inscrição quase apagada encontrada no canto inferior esquerdo da obra, pintada entre 1808 e 1812, com as iniciais AJ.
"Mas o que nos chamou mais atenção foi a diferença de traços estilísticos", comentou Mena.
O diretor geral do Museu do Prado, Miguel Zugaza disse que O Colosso permanecerá na sala original onde está desde 1931 dentro do pavilhão dedicado a Goya, até que a autoria correta seja esclarecida.
Asensio Juliá, nascido em 1760, foi um dos poucos colaboradores de Goya, que viveu que viveu de 1746 a 1828. Os principais registros da atuação dele com o mestre do classicismo estão nos afrescos da igreja de Santo Antonio da Florida, em Madri.
As primeiras referências bibliográficas sobre O Colosso apareceram no inventário do artista feito pelo filho dele, Javier Goya, e que depois passaram ao colecionador espanhol Pedro Durán.
Em uma entrevista coletiva em Madri, os chefes de conservação do Museu confirmaram o engano com relação à autoria da obra.
Segundo eles, a identidade do pintor do quadro ainda é desconhecida, mas provavelmente seria do espanhol Asensio Juliá, único discípulo do mestre barroco.
"Em minha opinião é um quadro assinado e feito por um artista diferente de Goya. Notamos que há outra mão ali e é distinta", afirmou a Diretora de Conservação de Pintura do século XVIII do Museu do Prado e especialista em Goya, Manuela Mena.
Durante quase 80 anos, o quadro esteve exposto em lugar de destaque no museu e era considerado uma das jóias da arte espanhola.
O Colosso representa um gigante enfurecido que ameaça uma cidade e foi considerado uma das obras mais representativas da produção de Goya sobre a guerra da independência de Madri de 1808, quando a cidade se rebelou contra a invasão napoleônica.
A celebração do bicentenário desta independência acabou levando às suspeitas sobre a autoria do quadro.
Um evento no Museu do Prado, em janeiro, que reuniu vários especialistas e restauradores para analisar a obra de Goya, levantou dúvidas sobre a autoria de O Colosso.
Os especialistas, que realizaram um inventário e uma mesa de debate, antecedendo a exposição Goya em tempos de guerra, inaugurada em abril e que permanece aberta ao público, concluíram que o quadro apresenta traços estilísticos e inscrições pouco comuns às obras do pintor - que deixou vários quadros sem assinatura.
A diretora de conservação Manuela Mena, comentou que "as dúvidas eram históricas e o mais prudente seria eliminar o quadro da mostra sobre a guerra e investigar a autoria".
O Chefe de Conservação do museu, José Luis Díez, disse que a principal pista de que O Colosso não seria de Goya foi um inscrição quase apagada encontrada no canto inferior esquerdo da obra, pintada entre 1808 e 1812, com as iniciais AJ.
"Mas o que nos chamou mais atenção foi a diferença de traços estilísticos", comentou Mena.
O diretor geral do Museu do Prado, Miguel Zugaza disse que O Colosso permanecerá na sala original onde está desde 1931 dentro do pavilhão dedicado a Goya, até que a autoria correta seja esclarecida.
Asensio Juliá, nascido em 1760, foi um dos poucos colaboradores de Goya, que viveu que viveu de 1746 a 1828. Os principais registros da atuação dele com o mestre do classicismo estão nos afrescos da igreja de Santo Antonio da Florida, em Madri.
As primeiras referências bibliográficas sobre O Colosso apareceram no inventário do artista feito pelo filho dele, Javier Goya, e que depois passaram ao colecionador espanhol Pedro Durán.
BBC Brasil
11 junho 2008
28 maio 2008
O passo do elefantinho
Bom, quem frequenta o IARTE já conhece, mas este é o elefantinho branco. Um projeto muito bacana que tem sido levado pelo nosso amigo Fabrício e que objetiva levantar o povo do instituto pra fazer arte e mostrar que ela existe na Uerj, mesmo que pelos seus becos, cantinhos de corredores e submundos. Acho ótimo, e tenho muita fé que vamos conseguir dar maior visibilidade para o nosso curso, seja ganhando mais espaço, seja carregando o público para os nossos pequenos espaços. O importante é a nossa atitute, como faremos pra aproveitar muito bem o que temos, e lutar por mais.então, copiando/colando o recado da próxima reunião:
Pessoal, Na última reunião foi cobrado um pouco mais de firmeza no andar do elefantinho. Para isso é preciso a formação de um grupo sólido que encabece esse movimento. Sei que é difícil para muitos comparecer as reuniões, mas a próxima definirá os integrantes do primeiro momento, o de elaboração do projeto. Por isso peço para que venham participar da próxima reunião no dia 30 de maio de 2008 (sexta-feira) as 14:00 no ateliê do Instituto. Vontade e disponibilidade são as palavras-chave deste encontro. Os que não puderem se comprometer minimamente que contribuam como colaboradores, mas saibam que o elefantinho precisa de gente presente para caminhar. Às pessoas que forem, peço que retornem por e-mail oelefantinhodearte@gmail.com
confirmando a presença e eu enviarei alguns materiais interessantes para a próxima reunião. Abraços.
Conto com vocês,
Elefantinho.
copos, luz e cores...

fotografias:copos
líquidos
lanterna
não usei photoshop nessas (!)
mais em: www.flickr.com/caroux_/
queridos,
o blog está ficando muito bom! parabéns a todos :D
25 maio 2008
Um trabalho de faculdade...
Senhores (as), faz algum tempo, na aula de Tópicos Especiais em Artes Visuais, cuja professora é a artista plástica e doutora Cristina Salgado, foi-nos requerido um trabalho prático que tratasse sobre a questão da Nostalgia, sob a ótica das nossas leituras em sala, eminentemente psicanalíticas, conduzidas pela profª artista supracitada.
Meu trabalho acabou sendo um texto, o que foi criticado de certa forma, pois um texto não tem o caráter imediato de uma obra de arte, o que eu compreendo e concordo. Eu sou um pouco preguiçoso mesmo!
Mas aqui envio o texto, para apreciação geral e etc...
Abraços,
Alexandre Marzullo
SOBRE NOSTALGIA
Começo o trabalho desculpando-me sinceramente. Sim, pois não irei conseguir realizar uma obra nostálgica ou de caráter semelhante. Não conseguirei e não quererei conseguir. Gosto de minhas lembranças? Sim. Tenho orgulho e carinho por elas? Sim. O que me impede então?
Eu me considero jovem. Tenho 23 anos, completados dia 23 de abril, e estou cursando o 5º período da faculdade de Artes. Entretanto, só passei em uma 1 matéria do 4º (fase conturbada!). Sou o primeiro de dois a vir ao mundo, tenho uma namorada e bons amigos. Minha família é pequena e tenho grandes aspirações para o futuro.
Futuro.
Futuro, presente, passado. Uns colocam o pote d’ouro à frente, outros preferem anos dourados que não voltam mais. Infância, arcádia, sucesso duradouro, dinheiro não traz felicidade mas ajuda a comprar. Tudo na base do fui e do irei; o “sou” é difícil, inconstante, evasivo. Sou implica em ser e ser pode ser lido como estar. Neste sentido, estar adquire caráter temporário, pois se estou é porque ou não estava antes ou não virei a estar depois. Ambos os raciocínios se conectam então à idéia de tempo. Mas, o que é o tempo?
Quando me lembro de determinados fatos, que me aconteceram nos anos mais jovens, não é raro sentir novamente as emoções de então. Penso também nos chamados “traumas” de guerra, as lembranças freqüentes que se freqüentam. De certa maneira, é como se, ao lembrarmos-nos, nós as revivêssemos revendo as mesmas. Me recordo, agora, de uma passagem daquele clássico livro do Arnheim (Arte e Percepção Visual), onde ele diz que ver é interpretar a realidade (algo do tipo). E interpretar é sentir. Onde está o tempo nesta equação? Quando temos acesso ao passado no presente, a partir das memórias, a linearidade temporal se dobra sobre si mesma; a ordem exata dos eventos se torna confusa e imprecisa. Com um pouco mais de introspecção, talvez ela se torne inexistente. É o que nos revela, por exemplo, o mistério da Sagrada Trindade Cristã, em que o Pai, o Filho e o Espírito Santo (um ancestral sobrenatural dos mesmos, ou a essência que perpassa de geração em geração) são a mesma e única coisa. O escritor James Joyce também abordou este tema em sua obra Ulisses, onde o personagem Stephen Dedalus versa sobre o enigma de Hamlet, de Shakespeare, interpretando o fantasma do pai como um espectro do próprio filho, o qual por sua vez não era outro senão seu pai. “Trans-substanciação, consubstanciação, mas não sub-substanciação.” Neste instante, já não tenho mais 23 anos – sou intemporal, atemporal. Sou o resultado e causa da História da Humanidade, do Mundo, da Vida ( tão mortal quanto posso ser), e quando olho para outra pessoa, eu tenho – DEVO – reconhecer nela os mesmos princípios, atributos, características que visualizo em mim. Neste caso, somos todos cíclicos, eternos e mortais.
É na morte, nosso futuro próximo, que encontramos a afirmação mestra da vida, nosso presente imediato. Pois se onde há vida há morte, então onde há morte deverá existir, necessariamente, vida. Todos os povos conheceram esse bio-dogma – os mitos do Eterno Retorno (dilúvios, juízos finais, reencarnação/metempsicose, etc.). Curiosamente ou não, todos eles também tiveram um mitológico e/ou suposto passado idílico (Era de Ouro, Éden, Arcádia, etc.); onde está o Presente, o Filho que é o Pai, gerado pela Mãe-Consorte sob os céus arquidivinos?
Viver é aceitar todos estes valores, que são muito mais temíveis e terríveis do que penso conseguir expressar ou conceber. Viver o presente é a tarefa mais difícil possível ao Homem, pois dizer sim – aceitar – implica em negar o “não”. Nós não podemos escolher sem realizar renúncias. Por isso, finalmente, não posso fazer um trabalho sobre Nostalgia. Não quero me sentir nostálgico, porque quero meu presente comigo aqui agora, meu presente que é meu passado e meu futuro em mim que sou pai, filho, espectro e pó de mim mesmo. Dizer sim, a não-ação que atua, é confiar no Absoluto Transcendente-Imanente, Deus, Cosmos Universo, é se reconhecer como impotente perante a força da vida. Que sou eu senão tudo que vivi? Como posso fazer um trabalho sobre nostalgia, quando estou vivendo tudo e todos aqui e agora? Todo o tempo todo deste mundo templo de Deus eu abarco com meu peito em humilde memória. Se pretendo dizer sim e afirmar a potência da vida, amor fati, então preciso dizer não ao sentimento nostálgico, idealista, conservador. Pelo menos por enquanto, onde ainda me sinto ousado (leia-se jovem!) para ousar. Dizer sim é entender-se a si e a vida, o mundo como um sistema aberto, voltado à transcendência. Uma vez que o entendimento de si mesmo só se torna possível com o reconhecimento e portanto, aceitação de nossas idiossincrasias, aceitar-se, portanto, é entender a vida, uma vez que somos todos o todo.
Dizer sim.
Dizer sim é atravessar os limiares escuros carregado de dívidas existenciais, dizer sim é amar verdadeiramente: amorosamente. É desistir da pompa e da glória, é aceitar a dor sem mistificá-la. Um exercício de nobreza, dizer sim é. Um grande e longo suspiro em êxtase. Viver
Meu trabalho acabou sendo um texto, o que foi criticado de certa forma, pois um texto não tem o caráter imediato de uma obra de arte, o que eu compreendo e concordo. Eu sou um pouco preguiçoso mesmo!
Mas aqui envio o texto, para apreciação geral e etc...
Abraços,
Alexandre Marzullo
SOBRE NOSTALGIA
Começo o trabalho desculpando-me sinceramente. Sim, pois não irei conseguir realizar uma obra nostálgica ou de caráter semelhante. Não conseguirei e não quererei conseguir. Gosto de minhas lembranças? Sim. Tenho orgulho e carinho por elas? Sim. O que me impede então?
Eu me considero jovem. Tenho 23 anos, completados dia 23 de abril, e estou cursando o 5º período da faculdade de Artes. Entretanto, só passei em uma 1 matéria do 4º (fase conturbada!). Sou o primeiro de dois a vir ao mundo, tenho uma namorada e bons amigos. Minha família é pequena e tenho grandes aspirações para o futuro.
Futuro.
Futuro, presente, passado. Uns colocam o pote d’ouro à frente, outros preferem anos dourados que não voltam mais. Infância, arcádia, sucesso duradouro, dinheiro não traz felicidade mas ajuda a comprar. Tudo na base do fui e do irei; o “sou” é difícil, inconstante, evasivo. Sou implica em ser e ser pode ser lido como estar. Neste sentido, estar adquire caráter temporário, pois se estou é porque ou não estava antes ou não virei a estar depois. Ambos os raciocínios se conectam então à idéia de tempo. Mas, o que é o tempo?
Quando me lembro de determinados fatos, que me aconteceram nos anos mais jovens, não é raro sentir novamente as emoções de então. Penso também nos chamados “traumas” de guerra, as lembranças freqüentes que se freqüentam. De certa maneira, é como se, ao lembrarmos-nos, nós as revivêssemos revendo as mesmas. Me recordo, agora, de uma passagem daquele clássico livro do Arnheim (Arte e Percepção Visual), onde ele diz que ver é interpretar a realidade (algo do tipo). E interpretar é sentir. Onde está o tempo nesta equação? Quando temos acesso ao passado no presente, a partir das memórias, a linearidade temporal se dobra sobre si mesma; a ordem exata dos eventos se torna confusa e imprecisa. Com um pouco mais de introspecção, talvez ela se torne inexistente. É o que nos revela, por exemplo, o mistério da Sagrada Trindade Cristã, em que o Pai, o Filho e o Espírito Santo (um ancestral sobrenatural dos mesmos, ou a essência que perpassa de geração em geração) são a mesma e única coisa. O escritor James Joyce também abordou este tema em sua obra Ulisses, onde o personagem Stephen Dedalus versa sobre o enigma de Hamlet, de Shakespeare, interpretando o fantasma do pai como um espectro do próprio filho, o qual por sua vez não era outro senão seu pai. “Trans-substanciação, consubstanciação, mas não sub-substanciação.” Neste instante, já não tenho mais 23 anos – sou intemporal, atemporal. Sou o resultado e causa da História da Humanidade, do Mundo, da Vida ( tão mortal quanto posso ser), e quando olho para outra pessoa, eu tenho – DEVO – reconhecer nela os mesmos princípios, atributos, características que visualizo em mim. Neste caso, somos todos cíclicos, eternos e mortais.
É na morte, nosso futuro próximo, que encontramos a afirmação mestra da vida, nosso presente imediato. Pois se onde há vida há morte, então onde há morte deverá existir, necessariamente, vida. Todos os povos conheceram esse bio-dogma – os mitos do Eterno Retorno (dilúvios, juízos finais, reencarnação/metempsicose, etc.). Curiosamente ou não, todos eles também tiveram um mitológico e/ou suposto passado idílico (Era de Ouro, Éden, Arcádia, etc.); onde está o Presente, o Filho que é o Pai, gerado pela Mãe-Consorte sob os céus arquidivinos?
Viver é aceitar todos estes valores, que são muito mais temíveis e terríveis do que penso conseguir expressar ou conceber. Viver o presente é a tarefa mais difícil possível ao Homem, pois dizer sim – aceitar – implica em negar o “não”. Nós não podemos escolher sem realizar renúncias. Por isso, finalmente, não posso fazer um trabalho sobre Nostalgia. Não quero me sentir nostálgico, porque quero meu presente comigo aqui agora, meu presente que é meu passado e meu futuro em mim que sou pai, filho, espectro e pó de mim mesmo. Dizer sim, a não-ação que atua, é confiar no Absoluto Transcendente-Imanente, Deus, Cosmos Universo, é se reconhecer como impotente perante a força da vida. Que sou eu senão tudo que vivi? Como posso fazer um trabalho sobre nostalgia, quando estou vivendo tudo e todos aqui e agora? Todo o tempo todo deste mundo templo de Deus eu abarco com meu peito em humilde memória. Se pretendo dizer sim e afirmar a potência da vida, amor fati, então preciso dizer não ao sentimento nostálgico, idealista, conservador. Pelo menos por enquanto, onde ainda me sinto ousado (leia-se jovem!) para ousar. Dizer sim é entender-se a si e a vida, o mundo como um sistema aberto, voltado à transcendência. Uma vez que o entendimento de si mesmo só se torna possível com o reconhecimento e portanto, aceitação de nossas idiossincrasias, aceitar-se, portanto, é entender a vida, uma vez que somos todos o todo.
Dizer sim.
Dizer sim é atravessar os limiares escuros carregado de dívidas existenciais, dizer sim é amar verdadeiramente: amorosamente. É desistir da pompa e da glória, é aceitar a dor sem mistificá-la. Um exercício de nobreza, dizer sim é. Um grande e longo suspiro em êxtase. Viver
22 maio 2008
17 maio 2008
Marta Egrejas
[pessoal... essa é a nossa primeira contribuição! É um trabalho (imagem e texto) da Marta, nossa colega da aula de fotografia. Como ela sempre traz imagens muito interessantes, nós a convidamos a publicar uma aqui. Apreciem! e obrigada, Marta! ]

Dizem que tenho muitas linhas. E que elas seguem diversas direções, muitas vezes contraditórias. Confusa? Não acho. Apenas agitada e com, talvez, uma exagerada vontade de viver tudo.
Dizem que por isso não sei o que quero. Não acho. Sei muito bem o que quero e o que não quero. E que eu não foco, que sou distraída, que me perco. Pergunto: isso é necessariamente ruim? Respondo: não.
Também dizem que não me entendem. Que eu falo uma coisa e meu corpo diz outra. Pode ser. São meus problemas de expressão. Necessito apenas de uma sintonia fina.
Não é preciso me entender.
Uma dica? É só me ver.

Dizem que tenho muitas linhas. E que elas seguem diversas direções, muitas vezes contraditórias. Confusa? Não acho. Apenas agitada e com, talvez, uma exagerada vontade de viver tudo.
Dizem que por isso não sei o que quero. Não acho. Sei muito bem o que quero e o que não quero. E que eu não foco, que sou distraída, que me perco. Pergunto: isso é necessariamente ruim? Respondo: não.
Também dizem que não me entendem. Que eu falo uma coisa e meu corpo diz outra. Pode ser. São meus problemas de expressão. Necessito apenas de uma sintonia fina.
Não é preciso me entender.
Uma dica? É só me ver.
08 maio 2008
Atendendo a pedidos...
06 maio 2008
United.

Nesse trabalho, faço uma citação ao trabalho “ technicolor’ do pintor austríaco Thierry Feuz, onde ele trata do limite frágil e tênue entre formas e cores.
Na minha abordagem, falo sobre a minha própria essência e da essência da fotografia/ imagem, transformando fotos de amigos em linhas de cores aglomeradas.
Trata-se de uma reflexão sobre as relações humanas, sobre tudo as que são feitas por escolhas livres, que proporcionam prazer e bem estar.
Na execução de United, utilizei 17 fotos de amigos queridos, achatando-as com a ajuda do Adobe Photoshop, tornando-as linhas, imagens então não reconhecíveis. Intermediei com cores secindárias e usei o preto como contraponto, como tensão entre as cores mais claras. O motivo para o uso de cores secundárias foi justamente por serem cores provenientes de misturas das cores primárias, assim como as amizades se fundamentam no envolvimento entre duas ou mais pessoas.
Na minha abordagem, falo sobre a minha própria essência e da essência da fotografia/ imagem, transformando fotos de amigos em linhas de cores aglomeradas.
Trata-se de uma reflexão sobre as relações humanas, sobre tudo as que são feitas por escolhas livres, que proporcionam prazer e bem estar.
Na execução de United, utilizei 17 fotos de amigos queridos, achatando-as com a ajuda do Adobe Photoshop, tornando-as linhas, imagens então não reconhecíveis. Intermediei com cores secindárias e usei o preto como contraponto, como tensão entre as cores mais claras. O motivo para o uso de cores secundárias foi justamente por serem cores provenientes de misturas das cores primárias, assim como as amizades se fundamentam no envolvimento entre duas ou mais pessoas.
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